Street Fighter V é um excelente game, mas é incompleto. E a principal falha do jogo no lançamento foi de oferecer pouquíssimo conteúdo single-player, pra quem quiser jogar sozinho não existia muito o que fazer além de um modo história bem improvisado, com poucas lutas, dificuldade nula e história/arte que parecem terem sido feitas em poucas horas, e mais o modo survivor, que também acaba sendo mais frustrante do que divertido.

O resultado disso foi na aceitação do jogo pelo público mais casual, que não está interessado em partidas online de alto nível e campeonatos. Em vendas, Street Fighter V teve o pior lançamento da história da franquia no Japão, e apesar de ter se saído melhor do ocidente, ficou abaixo dos números de Street Fighter IV.

Durante uma entrevista para o GameInformerYoshinori Ono (produtor do jogo) disse:

Acho que é seguro dizer que subestimamos a popularidade de alguns modos para um jogador dentro do jogo.

Mas o sempre carismático Ono também disse que eles escutam os pedidos dos fãs, e estão animados com o conteúdo novo que está para chegar ao jogo, incluindo o modo campanha “de verdade”, que estará disponível em junho.

O produtor também disse que outras questões do jogo, como problemas em servidores e pessoas abandonando as partidas quando perdem, também serão resolvidos:

Estamos direcionando todos os nossos esforços para melhorar os nossos servidores, além de lidar com os problemas de rage quitters que estão afetando a experiência dos jogadores online. Assim que estivermos aptos a implementar todas as correções, tenho certeza que os fãs vão aproveitar muito mais a experiência online

Street Fighter V funciona como um “serviço”, então ele terá atualizações e novos conteúdos chegando por um bom tempo ainda. A ideia é de que ele dure mais do que o Street Fighter IV, que teve uma vida de cerca de 8 anos no mercado (contando todas as versões, claro).

É bom ver que pelo menos a Capcom está correndo atrás do prejuízo, melhor pra gente.

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